O Instituto Ibá de Agroecologia foi fundado em maio de 2017, no município de Campinas, por sete mulheres, profissionais com anos de experiência em agroecologia.

 

O que você encontra no Ibá? A paixão pela terra, pela natureza, pelas pessoas e a vontade de fazer tudo melhor para todos!

Nossa atuação é interdisciplinar e voltada à produção de base ecológica, soberania alimentar, economia solidária, saúde humana e ambiental, equidade de gênero e à valorização sociocultural de comunidades rurais.

Nós acreditamos que o alimento carrega uma trajetória política e que a as práticas hegemônicas atuais ao produzi-lo e nos alimentarmos são diretamente relacionadas às desigualdades e violências que impedem o bem-estar e desenvolvimento pleno de nossa Sociedade. Por isso, o Ibá acredita e trabalha pela expansão e fortalecimento da Agroecologia como estratégia  para a construção de relações cooperativas, equitativas e saudáveis, em um futuro próximo e possível.

nossa gente

PHOTO-2019-03-13-23-19-32.jpg

Giovanna Garcia Fagundes

Nossa  Bióloga Organizadora e Inspiradora da Equipe 

"Depois da curva da estrada tem um pé de araçá. Sinto vir água nos olhos cada vez que passo lá"... Renato Teixeira com sua cantoria fez trilha sonora para minha história. Sou do interior do Paraná e fui criada entre as muitas latas com plantas, mudas e árvores que davam vida ao quintal dos meus avós e junto aos trabalhos acadêmicos de minha mãe, que em muitas outras coisas estudou evasão escolar em áreas rurais. Do contato com o campo, com a beleza das matas de araucária e dos campos gerais e com a vida da sua gente brotou em mim uma vontade louca de mudar o mundo. E assim, um belo dia decidi que o caminho seria a biologia. Cursei Ciências Biológicas na Universidade Estadual de Campinas (1995) já com o olho na entomologia aplicada. Mas, ao chegar ao mestrado (1998) e doutorado (2004) vi que o caminho apontava para algo mais amplo, como a  Agroecologia e a Educação Ambiental. E é nestas áreas que venho tentando construir minha história.Trabalhei com articulação de redes de agroecologia, feiras,  projetos de hortas urbanas e peiurbanas, além de projetos de educação ambiental e produção de muitos eventos . Para que os meus e seus filhos possam saber que teve gente no mundo tentando fazer diferença, fazer diferente.

PHOTO-2019-03-17-13-17-06.jpg

Leila Pires

Nossa Agrônoma com Pé na Terra e na Prática da Agroecologia

Eu passei a infância na roça e desde então me apaixonei pela terra. Estudei Agronomia na UNESP/Botucatu e no movimento estudantil conheci a Agroecologia e me encontrei. Desde então, há mais de 25 anos, me dedico a causa agroecológica na busca pela igualdade social, produção saudável de alimentos e ambiente conservado. Na minha caminhada profissional trabalhei em assentamentos rurais, na certificação da produção orgânica, em programa de restauração ecológica, em projetos socioambientais de apoio à transição agroecológica junto a agricultores familiares e nos últimos anos me aprofundei na teoria e prática dos Sistemas Agroflorestais. Sou Mestra em Agroecologia e Desenvolvimento Rural pela UFSCar Araras e Doutoranda pela Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp onde estudo os Sistemas Agroflorestais.

PHOTO-2019-03-16-12-44-21.jpg

Carolina Rios Thomson

Nossa Companheira dos Movimentos Sociais, das Redes e da Agricultura Familiar

Madrugar montada em um cavalo ou tomando um café para ir dar a próxima aula: a vida só faz sentido se tiver os dois. Eu sou neta de agricultor e há dois anos tornei ao sítio em que minha família materna se fez. Hoje, temos aqui como atividade principal a pecuária leiteira, mas sou também professora. No currículo carrego as formações em Cientista social (UFRJ), mestra em Agroecologia e Desenvolvimento Rural e Doutoranda em Ciências Sociais (Unicamp) na área de Sociologia Rural. Durante quase uma década venho atuando em projetos de pesquisa e extensão relacionados aos movimentos sociais do campo e à Agroecologia em Universidades e organizações sociais. Também tenho experiência em docência no ensino fundamental e superior. Eu já acreditava que está nas nossas mãos a luta e transformação com a qual sonhamos, mas recentemente descobri que os animais também são mestres de lições, sutis e profundas, que não estão tão bem documentadas. Quando uni prática e teoria, a vida explodiu: produzir, trocar e transformar não apenas possível, é revolucionário.

Camila Carvalho

Nossa tecelã de experiências em Agroecologia no campo e na cidade

Nasci e cresci entre as serras de Minas Gerais, onde as tradições rurais ditam o ritmo da vida e o comportamento das pessoas. Vivendo nesse ambiente acolhedor, que valoriza a boa comida, cultivadas em quintais e roças com sabores diversos, me incentivou a sair da minha terra para estudar Engenharia Agronômica, na ESALQ/USP, onde conheci a Agroecologia através da troca com coletivos e movimentos. Ao longo da trajetória acadêmica e profissional encontrei na extensão a melhor forma de poder propagandear o desenvolvimento sustentável tanto no campo quanto na cidade, tendo experiências com agricultores familiares, assentamentos e hortas urbanas em processos de transição agroecológica.

Elizabeth Regina de Melo Cabral

Nossa Companheira Profissional de Saúde Coletiva e Bem Viver

No momento em que decidi entrar na área da saúde, isso na graduação em enfermagem (Funeso), no estado de Pernambuco, comecei a pensar o que farei em prol do bem da população que passará por mim? Obtive algumas respostas quando "olhava" para a minha família, especialmente meus pais e avós maternos, que cresceram e viveram no meio rural e trabalhando na lavoura, na zona da mata pernambucana. Eram para estas pessoas que eu deveria focar nas atenções dos cuidados em saúde e em prol de políticas públicas voltadas para esta população. Então, sai da terra natal, para agregar conhecimento na área de toxicologia e saúde coletiva (UFRJ e Unicamp), especialmente nas áreas de populações com exposição e intoxicadas a diversos produtos químicos, entre eles, os agrotóxicos. Eram histórias tristes, mas no meio neste período, conheci membros de um grupo maravilhoso, que atuava de forma diferente (e a forma que eu buscava), para cuidar desse povo que almeja saúde e ao mesmo tempo, uma forma de trabalho digna. Era um grupo de atuava com a Agroecologia. O nome era desconhecido para mim, mas era tudo que meus familiares já faziam lá na terrinha deles! Desde então, essa é a principal ferramenta transformadora no cuidado a saúde que desejo promover para a população e aos estudantes que passam pela minha vida.

IMG_0194.JPG

Ana Carolina Campos

Nossa Comunicadora que leva nossas Experiências até você

Apesar não ter nascido na roça, sempre estive por perto. Ao entrar na faculdade ouvíamos de todos os lados a pergunta: por que Midialogia? O que  naquele momento ainda não estava claro, era parte de tentar entender a complexa e cotidiana experiência da comunicação humana - como conhecemos, trocamos e nos conectamos com os outros? Afim de continuar essa busca, aprofundei meus estudos em Jornalismo Científico e Culturural (Labjor/UNICAMP) onde a pergunta agora se voltada para o ativismo - seria a internet uma ferramenta capaz de auxiliar na participação popular na política? Depois disso peguei minhas malas e fui de vez para o sítio. Depois de entrar em contato com Movimentos Sociais que tem que lutar por essa participação, unidos ao desejo de uma cidade melhor para todos passei a ver a comunicação como uma forma de expandir o debate do que é Comum a todos - o meio ambiente, a cidade, a saúde (e logo, responsabilidade de todos) - atravez da Agroecologia.